Novo olhar: fazenda é uma empresa ...

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Autor: Patrícia Helena Borges Nery | Publicado em 20/04/2017

“Para alcançar seu pleno potencial, você deve saber que nem posição, nem riqueza podem impor limites ao poder que você exerce no mundo. Suas únicas limitações são suas atitudes e os pensamentos que surgem de suas atitudes.”

Nos dias atuais, é impossível pensar que uma fazenda é simplesmente um pedaço de terra onde os fazendeiros criam, plantam e colhem sem se preocupar com o que acontece ao seu redor. Com os avanços da tecnologia, a modernização do maquinário, a concorrência cada vez maior e a globalização, o conceito de fazenda sofreu mudanças. Hoje ela é vista como uma empresa que está em crescimento. O agronegócio brasileiro é um grande absorvedor de mão de obra, incluindo pessoas, em sua maioria, quase sem qualificação.

A mão de obra é o único fator de produção capaz de evoluir na empresa. Mas, como tornar essa nova empresa produtiva mesmo com essa mão de obra tão despreparada e sem qualificação? A realidade nos mostra que muitas vezes o que se ouve é comentários pejorativos sobre a mão de obra, tais como: “Deus me livre de mexer com peão”; “Já falei mil vezes que não é assim que se faz e esse Cara não entende”; “Não adianta dar treinamento, pois, quando os funcionários estão treinados ou querem aumento de salário ou vão trabalhar em outra fazenda”; “Peão não pensa, se pensasse não era peão.” Na realidade nunca houve um olhar diferenciado para essa classe. São pessoas que muitas vezes não tiveram oportunidade de aprender a valorizar a si mesmos e compreender a importância do que fazem. Elas possuem um potencial a ser descoberto e a ser polido.

Sabemos que o que fazem as empresas funcionarem é o conhecimento.Este conhecimento existe dentro das pessoas. Ele é entregue através de meios estruturados, tais como escolas, livros e documentos. A grande parte da mão de obra da fazenda tem esse conhecimento na prática, das suas vivências. O que se tem percebido é que não basta simplesmente o conhecimento específico – técnico de uma determinada função, mas se precisa desenvolver nesse cenário – CONHECIMENTO SUBJETIVO – que é acapacidade de criar ideias, lidar com o inesperado. Acreditando que as emoções têm um papel determinante nas nossas vidas é que desenvolvemos ações - através de técnicas - onde o grupo toma consciência que por trás de nossos comportamentos e atitudes existe um mundo de recordações e emoções (raivas, magoas, alegrias, tristezas, etc.). Na grande maioria das vezes, nunca foi dado a sua devida importância pelo jeito de ser dessas pessoas: ter baixa autoestima, ser pessimista/otimista, rigidez na tomada de atitudes (cabeça dura), dificuldade na comunicação e nas relações afetivas.

Existem duas grandes realidades para o ser humano, a interna e a externa, mas a que prevalece como verdade determinante de suas ações é a realidade interna (o como eu me Vejo; que lugar eu ocupo na minha vida). O sujeito leva a vida confirmando essa verdade e perpetua os antigos modelos existentes no seu interior. Para promover a mudança da realidade interna do sujeito se faz necessário haver à quebra dos modelos mentais, através de um novo olhar.A aquisição de novos olhares, de como o sujeito se vê e atua no seu ambiente, muda o seu desempenho na dinâmica das relações e na execução de sua tarefa, pois as verdadeiras diferenças surgem somente do que cada um dá de si mesmo neste momento, no próximo momento e no resto da vida. O conhecimento que gera mudança é aquele que muda a forma de como o sujeito se vê, muda suas emoções.

Constatamos essa nova postura com os colaboradores da fazenda Boa Esperança – município de Jataí, GO - que desde maio de 2015, através do seu Gestor Wladimir Meirelles Ferreira Neto, instituiu práticas que visam o desenvolvimento humano, através do nosso trabalho – Moebius Gestão de Pessoas – e está conseguindo a mudança dessa mão de obra, que está vestindo a camisa da empresa, consequentemente, melhorando os resultados financeiros e operacionais.
Podemos citar mudanças visíveis na rotina dos seus funcionários e de suas atividades:

- Reuniões semanais para traçar as atividades e metas que tem que ser atingidas na semana. Essa reunião tem a participação todos os envolvidos na execução das tarefas, abertura para discussão de como vai ser realizado, quando se tem a necessidade da presença do proprietário ele também participa;

- Mudança de comportamento da gerência entendendo a importância do seu papel no desempenho das tarefas;

- Mudança do gestor/proprietário ao lidar com os seus colaboradores;

- Motivação e entendimento que se pode crescer e ter um futuro naquela empresa. Lembrando que essa mão de obra reside no seu local de trabalho.

- Melhoria nas relações interpessoais com os colegas e com os familiares.

Uma empresa que institui boas práticas de gestão de pessoas define corretamente as funções e responsabilidades dos seus colaboradores, capacita-o para o exercício das suas funções, bem como estabelece fatores que afetam o bem-estar e a satisfação de cada um deles.

Por entender a importância dos aspectos emocionais interferindo ou auxiliando nas atitudes e desempenho do ser humano é que a Moebius Gestão de Pessoas desenvolveu varias intervenções de acordo com as necessidades apresentadas na empresa-fazenda. Entre em contato para traçarmos um programa de acordo com as suas necessidades.

 

MOEBIUS - GESTÃO DE PESSOAS

Patrícia Helena B. N - Psicóloga/psicanalista/consultora

E-mail:moebiusgestao@gmail.com

Fone: (64) 99675 2054

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