Realidade que preocupa!

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Autor: Edimilson Inácio de Souza | Publicado em 08/08/2016

Estamos no segundo semestre de 2016 e o número de acidentes envolvendo trabalhos em altura é preocupante, infelizmente já é rotina os veículos de comunicações noticiar esses tipos de acidentes de trabalho. E a prevenção, onde se aplica! A NR 35 TRABALHO EM ALTURA traz a seguinte definição: 35.1.2 Considera-se trabalho em altura toda atividade executada acima de 2,00 m (dois metros) do nível inferior, onde haja risco de queda.

A NR 35 nos dá parâmetros para desenvolver medidas de prevenção, inclusive procedimentos que permitam reduzir a exposição de trabalhadores aos riscos ou elimina-los, o detalhe nem sempre estará nos trabalhos realizados a 2,00 metros com risco de queda, porque podemos ir além deixando de atender apenas os requisitos mínimos exigidos nas normas regulamentadoras.

Um exemplo de ir além: são empresas que estão classificando a altura de 1,5 m (um metro e meio) como trabalho em altura, exigem elaboração de Permissão para o Trabalho - PT, mantém o pessoal envolvido nos trabalhos em altura com as capacitações em dia, e proporciona condições para que os profissionais de segurança do trabalho executem suas atribuições com sucesso, gerando resultados positivo para os trabalhadores que não sofrem acidentes e para a empresa que evita gastos com acidentes de trabalho.

Mais porquê acidentes nos trabalhos em altura continuam acontecendo?

Será que você profissional prevencionista, tem usado os argumentos certos para convencer sua empresa da obrigatoriedade e a necessidade da capacitação exigida na NR 35 com carga horária de 08 horas, você acompanha os trabalhos mesmo sendo rotineiros, realiza supervisão dos trabalhos, cobra exames ocupacionais específicos para quem trabalha em altura, inspeciona os E.P.I’s e E.P.C’s de sua equipe de trabalho, você tem participado de capacitações?

Seus colaboradores participam ativamente dos treinamentos e diálogos de segurança, identificam condições de riscos e perigos, sabem utilizar corretamente os E.PI’s, trabalham ancorados corretamente, estão cientes das condições impeditivas?

Vidas estão sendo ceifadas diariamente, e a saída é trabalhar em alerta em tempo integral, é preciso que os profissionais de segurança sejam o elo entre empregador e trabalhadores, promovendo meios que evitem acidentes. Por ter baixado a guarda e acreditar que a situação é favorável tem profissionais saindo do mercado porque aconteceu acidente fatal em seu campo de trabalho.

Um trabalho seguro se faz com interação entre pessoas, confiança, capacitação contínua, comprometimento solidário, não basta achar que apenas a empresa tem suas obrigações e os trabalhadores não as possuem, ou vice versa. Que cada profissional desse país seja mais observador, cauteloso, e que consiga o respeito de sua equipe, pois trabalhos em altura realizados em ambientes com desordem resultam em acidentes.

O caminho para redução dos acidentes é aceitar que os riscos existem e que há técnicas para interagirmos com eles, hoje as empresas que comercializam equipamentos ( E.P.C’s e E.P.I’s) possuem uma gama de equipamentos que facilitam os trabalhos gerando segurança e conforto de acordo com cada atividade econômica existente em nosso país. Quando é realizado um estudo técnico e este permite compreender os fatores de riscos, é possível criar métodos seguros de realização dos trabalhos.

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